sábado, 2 de agosto de 2014

CASO CLÍNICO DE ALCALOSE RESPIRATÓRIA

Após 24 horas de tratamento no CTI, a paciente do caso do post anterior ainda se encontra torporosa e submetida a ventilação artificial. 
Gasometria arterial: pH= 7,52; PaCO2= 26 mmHg; BR= 25,6 mM/L; BE= +1,2.

Qual(is) o(s) distúrbio(s) ácido-básico(s) apresentado(s), seu mecanismo, a causa provável e o tratamento?

Como o pH está maior que 7,45, trata-se de uma alcalose. 
A PaCO2 está menor que 35 mmHg, sugerindo um componente respiratório. 
O BR normal mostra não haver componente metabólico, nem tentativa de compensação. 
Em função disto o distúrbio ácido-básico é alcalose respiratória aguda.

O mecanismo mais provável neste caso é ventilação alveolar excessiva, que aumenta a eliminação de CO2, embora a diminuição da produção de CO2 pelo organismo também tenha que ser considerada, com uso de tranquilizantes potentes.
A causa mais provável é a regulagem inadequada do ventilador mecânico, gerando ventilação alveolar muito elevada.
O tratamento se baseia no ajuste do ventilador, usando volume corrente em torno de 7 - 8 mL/kg e frequência respiratória entre 8 e 12 por minuto. Caso ainda persista a alcalose, pode-se adicionar espaço morto entre o ventilador e a via aérea da paciente.

Referência:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABYbwAJ/estudo-casos-clinicos

9 comentários:

  1. Na terapia intensiva, a alcalose respiratória é frequentemente produzida pelo uso da ventilação artificial com respiradores mecânicos. Nessas circunstâncias um leve grau de alcalose, com PaCO2 entre 30 e 34mmHg contribui para reduzir o estímulo respiratório e manter o paciente ligeiramente sedado com menores doses de tranquilizantes. A hiperventilação intencional, com níveis de PaCO2 entre 28 e 30 mmHg são utilizados clinicamente objetivando reduzir a pressão intracraniana. O caso clínico citado pelo post não se encaixa em nenhumas das duas situações acima. A paciente foi submetida à ventilação mecânica para reverter o quadro inicial de acidose respiratória. A intenção era justamente minimizar os efeitos do tranquilizante. Mas como o ventilador mecânico estava desajustado, a paciente passou de um estado de acidose para alcalose.
    http://www.ebah.com.br/content/ABAAAejzAAE/alcalose-metabolica-respiratoria

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  3. A alcalose respiratória sempre se deve à hiperventilação, o que causa a excessiva retirada do CO2, e, apartir daí, uma redução na concentração plasmática de ácido carbônico, tendo como causas à ansiedade extrema, hipoxemia, a fase inicial da intoxicação por salicilato, bacteremia por Gram-negativos, entre outros. Frequentemente é induzida por terapia respiratória que inclui ventilação mecânica. Quando o distúrbio se prolonga, os rins diminuem a absorção de íon bicarbonato do filtrado glomerular, promovendo maior eliminação pela urina, que se torna excessivamente alcalina. A alcalose respiratória quando se torna crônica resulta da hipercapnia crônica, os níveis reduzidos de bicabornato sérico são a conseqüência. Os fatores predisponentes são insuficiências hepáticas crônica e os tumores cerebrais. A alcalose respiratória é um distúrbio menos severo que a acidose respiratória.

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  4. Em geral os quadros de alcalose respiratória são leves e de baixa gravidade. O tratamento em todos os casos consiste em remover a causa da hiperventilação. Nos casos mais severos pode ocorrer hipopotassemia, capaz de gerar arritmias cardíacas, pela entrada rápida de potássio nas células em troca pelos íons hidrogênio.

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  5. A alcalose respiratória aguda é uma das ocorrências mais comuns nos pacientes em ventilação mecânica que é o caso do citado acima. Pode prejudicar a perfusão cerebral, predispor à arritmia cardíaca, além de ser razão freqüente para insucesso do desmame. Comumente secundária à dispneia, dor ou agitação, a hiperventilação alveolar também pode resultar de uma regulagem inadequada do ventilador e ser corrigida por ajustes da freqüência respiratória, do volume corrente, de acordo com as necessidades do paciente. E acompanhamento contínuo com a gasometria.

    http://educacao.cardiol.br/manualc/PDF/ZB_VENTILACAO_MECANICA.pdf

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  6. O tratamento da alcalose respiratória salicilato-induzida é o tratamento da condição primária (Toxicidade do salicilato). Alcalose respiratória induzida por ansiedade pode ser tratada com transmitindo segurança ao paciente. Respirar o ar expirado em um saco de papel (não plástico) com dióxido de carbono pode ser útil, mas pode ser perigoso em pacientes com distúrbios do SNC. Pacientes com hipóxia precisam de ar inspirado enriquecido com O2. A hiperventilação deve ser corrigida no caso de ventilação mecânica ou aumentar o espaço morto. A condição aguda em geral melhora rapidamente com o tratamento apropriado. Os pacientes devem ser observados para recorrências. Distúrbios hepáticos ou neurológicos subjacentes precisam de tratamento especializado.
    Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=488

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  7. A alcalose metabólica verifica-se quando o corpo perde demasiado ácido. Por exemplo, uma quantidade considerável de ácido do estômago perde-se durante os períodos de vómitos repetidos ou quando se aspira o ácido do estômago com uma sonda nasogástrica (como se faz por vezes nos hospitais, particularmente depois de uma cirurgia abdominal). Em casos raros, a alcalose metabólica desenvolve-se quando se ingeriram demasiadas substâncias alcalinas, como o bicarbonato de sódio. Além disso, a alcalose metabólica pode desenvolver-se quando a excessiva perda de sódio ou de potássio afecta a capacidade renal para controlar o equilíbrio ácido-básico do sangue.
    http://www.manualmerck.net/?id=164&cn=1296

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  8. A alcalose respiratória é causada pelo baixo nível de CO2 sanguíneo, devido à rápida e profunda respiração. A hiperventilação, ou respiração rápida e profunda resulta em uma eliminação excessiva de anidrido carbônico no sangue. A causa mais comum de hiperventilação e, portanto, de alcalose, é a ansiedade. Outras causas são: dor, cirrose hepática, baixos valores de oxigênio sanguíneo, febre e sobredose de aspirina. Este tipo de alcalose pode produzir ansiedade e sensação de formigamento ao redor dos lábios e na face. Caso ocorra agravamento do quadro, pode haver espasmos musculares e o paciente pode sentir-se fora da realidade.

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