Os principais fatores de risco para a doença arterial coronariana são:
1. Baixos níveis de HDL
2. Altos níveis de LDL
3. Hipertensão arterial
4. Diabetes Melito
5. Obesidade
6. Tabagismo
7. Sedentarismo
3. Hipertensão arterial
A hipertensão pode promover a disfunção endotelial, aumentando a secreção de citocinas sintetizadas pelo endotélio arterial que estimulam a produção de moléculas de adesão, favorecendo assim o recrutamento e adesão de monócitos à superfície do endotélio. Ela favorece a síntese de espécies reativas de oxigênio, como os radicais superóxidos, dentro da parede arterial e estes podem induzir a interação de leucócitos com endotélio e a expressão de moléculas de adesão. A aderência e a migração de leucócitos circulantes para camada íntima é um mecanismo que desencadeia o início da aterogênese.(GUYTON e HALL, 2002).
A redução de 5 a 6 mmHg na pressão diastólica é associada a uma redução de, aproximadamente, 40% no risco de acidente vascular cerebral mas, especificamente para a doença coronariana, ainda não existe consenso. Alguns estudos populacionais têm sugerido que, mesmo proporcionando efeitos adversos sobre o perfil lipídico, o tratamento da hipertensão arterial exerce proteção ao paciente aterosclerótico, reduzindo a mortalidade.
É muito importante manter o controle da pressão arterial, realizar consultas com cardiologista e tomar os medicamentos indicados para manter a pressão regulada, assim diminui-se o risco de causar danos as artérias, que podem ocasionar doenças mais severas como aterosclerose. Mas se a pessoa já é hipertensa e ainda apresenta outros fatores de risco, é fundamental seguir uma dieta com baixo teor de gordura, contendo de preferência alimentos com gorduras insaturadas, pois apresentam menor teor de colesterol.
4. Diabetes Melito
A excessiva glicolisação de proteínas, no paciente diabético, é universal, incluindo lipoproteínas. Este mecanismo promove modificações significativas no metabolismo da lipoproteína de baixa densidade e a formação de produtos protéicos que podem contribuir para a aterogênese. Um controle restrito dos níveis sangüíneos de glicose e insulina podem ser benéficos na evolução dos processos ateroscleróticos, ainda que não existam evidências objetivas a este respeito.
Pacientes diabéticos possuem risco de desenvolver doença aterosclerótica de duas a três vezes mais elevado que indivíduos não diabéticos. A diabetes é uma causa importante de dislipidemia secundária, caracterizada por níveis elevados de triglicérides e lipoproteína de densidade intermediária (LDL-colesterol) e baixos de HDL-colesterol.
Referência:
GUYTON e HALL. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.
http://www.fcmscsp.edu.br/files/vlm52n3_4.pdf