terça-feira, 24 de junho de 2014

AVALIAÇÃO LABORATORIAL DA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA (continuação)

Os principais fatores de risco para a doença arterial coronariana são:
1. Baixos níveis de HDL
2. Altos níveis de LDL
3. Hipertensão arterial
4. Diabetes Melito
5. Obesidade
6. Tabagismo
7. Sedentarismo

3. Hipertensão arterial



A hipertensão pode promover a disfunção endotelial, aumentando a secreção de citocinas sintetizadas pelo endotélio arterial que estimulam a produção de moléculas de adesão, favorecendo assim o recrutamento e adesão de monócitos à superfície do endotélio. Ela favorece a síntese de espécies reativas de oxigênio, como os radicais superóxidos, dentro da parede arterial e estes podem induzir a interação de leucócitos com endotélio e a expressão de moléculas de adesão. A aderência e a migração de leucócitos circulantes para camada íntima é um mecanismo que desencadeia o início da aterogênese.(GUYTON e HALL, 2002).

A redução de 5 a 6 mmHg na pressão diastólica é associada a uma redução de, aproximadamente, 40% no risco de acidente vascular cerebral mas, especificamente para a doença coronariana, ainda não existe consenso. Alguns estudos populacionais têm sugerido que, mesmo proporcionando efeitos adversos sobre o perfil lipídico, o tratamento da hipertensão arterial exerce proteção ao paciente aterosclerótico, reduzindo a mortalidade.

É muito importante manter o controle da pressão arterial, realizar consultas com cardiologista e tomar os medicamentos indicados para manter a pressão regulada, assim diminui-se o risco de causar danos as artérias, que podem ocasionar doenças mais severas como aterosclerose. Mas se a pessoa já é hipertensa e ainda apresenta outros fatores de risco, é fundamental seguir uma dieta com baixo teor de gordura, contendo de preferência alimentos com gorduras insaturadas, pois apresentam menor teor de colesterol.

4. Diabetes Melito

A excessiva glicolisação de proteínas, no paciente diabético, é universal, incluindo lipoproteínas. Este mecanismo promove modificações significativas no metabolismo da lipoproteína de baixa densidade e a formação de produtos protéicos que podem contribuir para a aterogênese. Um controle restrito dos níveis sangüíneos de glicose e insulina podem ser benéficos na evolução dos processos ateroscleróticos, ainda que não existam evidências objetivas a este respeito.

Pacientes diabéticos possuem risco de desenvolver doença aterosclerótica de duas a três vezes mais elevado que indivíduos não diabéticos. A diabetes é uma causa importante de dislipidemia secundária, caracterizada por níveis elevados de triglicérides e lipoproteína de densidade intermediária (LDL-colesterol) e baixos de HDL-colesterol.

Referência: 
GUYTON e HALL. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.
http://www.fcmscsp.edu.br/files/vlm52n3_4.pdf








domingo, 22 de junho de 2014

AVALIAÇÃO LABORATORIAL DA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA

Os principais fatores de risco para a doença arterial coronariana são:
1. Baixos níveis de HDL
2. Altos níveis de LDL
3. Hipertensão arterial
4. Diabetes Melito
5. Obesidade
6. Tabagismo
7. Sedentarismo

1. Lipoproteína de alta densidade (HDL):

Sua função depuradora de colesterol foi inicialmente responsabilizada por sua função protetora, caracterizando o transporte reverso do colesterol. Também possui uma ação antioxidante sobre o LDL e participa na anticoagulação.
HDL baixo está sempre associado a triglicérides de jejum elevado e presença de LDL menor e mais oxidada (mais aterogênica).

Valores de referência, expressos em teor de colesterol total:
Menos de 10 anos - acima de 40
Mais de 10 anos - acima de 35

2. Lipoproteína de baixa densidade (LDL):

Os mecanismo de sua ação aterogênica incluem maior susceptibilidade à oxidação , baixa afinidade das partículas menores aos receptores, devido a modificações conformacionais da apolipoproteína e aumento na ligação aos proteoglicanos da parede arterial.

Valores de referência, expressos em teor de colesterol total:
Menos de 20 anos - inferior a 110
Acima de 20 anos - inferior a 130

Referência: 
TIETZ. Fundamentos de Química Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.

terça-feira, 10 de junho de 2014

PANCREATITE AGUDA (PA) E OS EXAMES LABORATORIAIS

A pancreatite aguda é o inchaço e a inflamação repentinos do pâncreas, seu principal sintoma é dor abdominal sentida no lado esquerdo superior ou no centro do abdome. 

O pâncreas produz enzimas, bem como os hormônios insulina e glucagon. Na maior parte do tempo, as enzimas ficam ativas somente depois de atingirem o intestino delgado, onde elas são necessárias para a digestão dos alimentos.


Quando essas enzimas ficam, de alguma forma, ativas dentro do pâncreas, elas digerem o tecido do pâncreas. Isso causa inchaço, hemorragia e danos ao pâncreas e aos seus vasos sanguíneos.
A pancreatite aguda apresenta mortalidade de 10 a 15%, dependendo da gravidade do processo. Em 80% dos casos, sua causa está associada com ingestão de bebidas alcoólicas e cálculos biliares.
O diagnóstico costuma ser feito pela combinação de achados clínicos e alterações laboratoriais. O médico realizará um exame físico, que pode mostrar que você tem:
  • Sensibilidade ou nódulo (massa) abdominal
  • Febre
  • Pressão arterial baixa
  • Frequência cardíaca alta
  • Frequência respiratória alta
Testes laboratoriais serão conduzidos. Entre os testes que mostram a liberação de enzimas pancreáticas estão:
  • Alto nível de amilase no sangue: a amilase aumenta de 6 a 12 horas após o início do quadro, com valores de 3 a 5 vezes acima do normal. Índices mais baixos não excluem uma PA, já que a amilase pode se normalizar de 24 a 48 horas após o início da crise.
  • Alto nível de lipase sérica no sangue: a dosagem de lipase sérica é mais sensível e específica, e tem se tornado o teste de escolha. Ela se eleva de 24 a 48 horas após a instalação do quadro, atingindo valores de 3 a 5 vezes acima do normal.
  • Alto nível de amilase na urina
Outros exames de sangue que podem ajudar a diagnosticar a pancreatite ou suas complicações são:
  • Hemograma completo
  • Painel metabólico abrangente
Entre os testes de imagiologia que podem mostrar a inflamação do pâncreas estão:
  • Tomografia computadorizada abdominal: é o melhor método para avaliar a extensão da inflamação, a presença de necrose, as lesões peripancreáticas e os pseudocistos.
  • Ressonância magnética abdominal
  • Ultrassom abdominal
A identificação rápida desse quadro é importante, uma vez que esses casos necessitam de internação urgente em unidades de terapia intensiva. Os critérios de identificação desses pacientes são:

Na admissão: refletem a intensidade do processo inflamatório.

Idade > 55 anos
Leucocitose > 15000
Glicemia > 200mg/dL
DHL > 350 U/L
AST > 250 U/L

Durante as primeiras 48 horas: denotam as repercussões sistêmicas da doença.

Queda do hematrócito > 10%
Aumento da ureia acima de 5mg/dL
PO2 < 60mmHg
Cálcio < 8mg/dL
Déficit de base > 4mEq/L
Sequestro de líquidos > 6L


Referências: 
TIETZ. Fundamentos de Química Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.
http://bioquimica-clinica.blogspot.com.br/2010/08/pancreatite-aguda.html