DOENÇA RENAL TERMINAL E FISIOPATOLOGIA DA SÍNDROME URÊMICA
A DOENÇA RENAL TERMINAL e sua resultante síndrome urêmica podem ser consequência de qualquer uma das doenças renais.
Os sinais clássicos da uremia são: fraqueza progressiva e fadiga fácil, perda de apetite seguida de náusea e vômito, devastação muscular, tremor, função mental anormal, respiração frequente mas superficial e acidose metabólica. A síndrome evolui produzindo torpor, coma e levando à morte se não for fornecido apoio por hemodiálise ou transplante renal.
A regulação dos líquidos corporais é prejudicada nos pacientes com uremia pela incapacidade de excretar o excesso de líquido ingerido ou enfrentar perdas líquidas do vômito ou diarreia. Os pacientes também apresentam uma dificuldade de excretar uma carga de sal ou reter sódio, quando a ingestão é baixa ou o volume vascular é inadequado. A excreção de ácido e de metabólitos nitrogenados são prejudicadas.
Consequentemente, a composição do plasma é instável em resposta a fatores como alimentação, hidratação, sangramento gastrointestinal, vômito, diarreia e ingestão de medicamentos.
Portanto, os resultados laboratoriais característicos para esse tipo de paciente compreendem concentrações aumentadas de compostos nitrogenados (ureia, creatinina) como resultado da TFG (taxa de filtração glomerular) reduzida e função tubular diminuída. A retenção desses compostos e de ácidos metabólicos é seguida de hiperfosfatemia, hipocalcemia e hipercaliemia. Além disso, a função endócrina reduzida se manifesta pela síntese inadequada de eritropoietina e vitamina D ativa, resultando em anemia e osteomalacia. A regulação desordenada da pressão arterial leva à hipertensão.
Seja qual for a causa da doença renal terminal, a fisiopatologia renal resulta em TFG e função tubular diminuídas, devido à perda de néfrons individuais.
Referência:
TIETZ. Fundamentos de Química Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.

