domingo, 22 de junho de 2014

AVALIAÇÃO LABORATORIAL DA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA

Os principais fatores de risco para a doença arterial coronariana são:
1. Baixos níveis de HDL
2. Altos níveis de LDL
3. Hipertensão arterial
4. Diabetes Melito
5. Obesidade
6. Tabagismo
7. Sedentarismo

1. Lipoproteína de alta densidade (HDL):

Sua função depuradora de colesterol foi inicialmente responsabilizada por sua função protetora, caracterizando o transporte reverso do colesterol. Também possui uma ação antioxidante sobre o LDL e participa na anticoagulação.
HDL baixo está sempre associado a triglicérides de jejum elevado e presença de LDL menor e mais oxidada (mais aterogênica).

Valores de referência, expressos em teor de colesterol total:
Menos de 10 anos - acima de 40
Mais de 10 anos - acima de 35

2. Lipoproteína de baixa densidade (LDL):

Os mecanismo de sua ação aterogênica incluem maior susceptibilidade à oxidação , baixa afinidade das partículas menores aos receptores, devido a modificações conformacionais da apolipoproteína e aumento na ligação aos proteoglicanos da parede arterial.

Valores de referência, expressos em teor de colesterol total:
Menos de 20 anos - inferior a 110
Acima de 20 anos - inferior a 130

Referência: 
TIETZ. Fundamentos de Química Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.

8 comentários:

  1. A maioria das pessoas tem a percepção de que quanto menor o nível de LDL, melhor para a saúde. A partir disso, tentam diminuir este índice buscando mais saúde. Entretanto, segundo o Dr. Terry A. Jacobson, que fez uma revisão de alguns estudos publicados sobre o tratamento da hipercolesterolemia com o uso de estatinas, os níveis de LDL não devem ser diminuídos drasticamente. O Dr. Terry acredita que os resultados desses estudos mostram que altas doses de estatinas e níveis extremamente baixos de LDL não trazem nenhum benefício adicional aos pacientes com hipercolesterolemia.

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  3. A doença coronariana é é a principal causa de morte entre adultos, com mais de 250.000 óbitos no Brasil em 2002. Aproximadamente 50% dos homens e 64% das mulheres não apresentavam sintomas prévios de doença até o aparecimento de evento cardiovascular. Por isso é fundamental identificar, prevenir e tratar os fatores predisponentes da doença aterosclerótica. Dentre tais fatores, as alterações lipídicas representam um dos quesitos mais importantes para o desenvolvimento e a progressão da doença aterosclerótica, considerando que é muito frequente que o primeiro evento cardiovascular ocorra sob a forma de síndrome coronariana aguda ou morte.

    http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5275/dislipidemia_aterosclerose_e_fatores_de_risco_para_doenca_cardiovascular.htm

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  4. Por volta de 1790, Edwuard Jenner, o descobridor da vacina contra a varíola, a primeira a ser descoberta, estava dissecando um cadáver à procura de alguma coisa que justificasse aquela morte ocorrida depois de longo sofrimento provocado por dores no peito, quando sentiu o bisturi esbarrar em algo parecido com areia numa artéria do coração. Olhou para cima à procura de um fragmento que pudesse ter-se desprendido do teto, mas nada encontrou. Abriu, então, com cuidado a artéria e viu que dentro dela havia uma substância dura semelhante a pequenas pedras (foi essa expressão que usou para descrevê-la) que talvez fosse responsável pela dor e morte daquele paciente. Essa foi a primeira descrição de uma artéria com placas de colesterol em seu interior o que, em medicina, caracteriza uma doença chamada aterosclerose, que é causa de grande parte dos acidentes cardiovasculares e de morte. Na aterosclerose, sob diversos estímulos, entre eles o fumo, a artéria se altera e reage. Ela multiplica suas células, recebe o depósito de substâncias circulantes, por exemplo, as gordurosas e sofre um processo de calcificação que promove seu endurecimento. A doença causa uma alteração profunda em basicamente todas as artérias: nas que vão para o coração e o cérebro, as carótidas e na aorta. Ela é, portanto, uma doença sistêmica que produz alterações enormes na sua evolução relativas à diminuição do fluxo de sangue em determinados órgãos.
    http://drauziovarella.com.br/diabetes/aterosclerose/

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  5. A aterosclerose é um distúrbio comum que afeta especificamente as artérias médias e grandes. Ela ocorre quando gordura, colesterol e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias e formam estruturas duras chamadas placas. Os testes que podem ser usados para diagnosticar aterosclerose ou suas complicações incluem: Índice tornozelo-braquial (ITB); Arteriografia aórtica (angiografia aórtica); Arteriografia; Teste de esforço cardíaco; Duplex de carótida; Angiografia das artérias coronárias; Tomografia computadorizada; Estudo Doppler; Arteriografia da extremidade; Ultrassom intravascular (USIV); Arteriografia por ressonância magnética (ARM); Arteriografia mesentérica; Angiografia pulmonar; Arteriografia renal. (http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/aterosclerose/ref1238131672860.html)
    Hipertensão arterial, agindo por si ou como fator agravante da aterosclerose, representa cerca de 20% dos casos na população. Daí a importância do conhecimento de suas causas e tratamento.

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  6. O possível desenvolvimento de doença aterosclerótica pode ser acompanhado por exames que descrevam as taxas de colesterol total e suas frações – HDL (o “colesterol bom”), LDL (o “colesterol ruim”) e triglicerídeos – na corrente sanguínea. A avaliação dos níveis do colesterol permite ao médico detectar o risco aumentado de doenças cardiovasculares e adotar medidas para controlar as taxas dessa substância no sangue. Isso pode ser feito com mudanças nos hábitos (alimentação pobre em gorduras e atividade física) ou com medicações específicas, como as estatinas. Este tipo de exame não é usado para diagnosticar ou monitorar uma doença e, sim, para avaliar o risco de desenvolvê-la, especificamente doença cardíaca. O exame é feito, portanto, como parte da rotina de cuidados preventivos de saúde.
    http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/colesterol+total+e+fracoes/ref1237829950246.html

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  7. Normalmente o risco de doença cardíaca coronariana é avaliado por grupo de exames que determinam o perfil lipídico do paciente. A triagem pode ser feita medindo apenas o colesterol. Entretanto, se o colesterol estiver alto, devem ser feitos outros exames do perfil lipídico. Se a pessoa possuir outros fatores de risco ou um resultado de colesterol alto no passado, deve ser testada com maior frequência usando o perfil lipídico completo. O perfil lipídico pode também ser pedido para avaliar o efeito de alterações de estilo de vida, como dieta e exercícios, com o objetivo de reduzir os níveis de lipídios ou para determinar a eficácia de medicamentos, como as estatinas.

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  8. A análise dos níveis da Proteína C Reativa, em posse dos dados dos níveis de LDL sanguíneo tem se mostrado um diagnóstico bastante satisfatório para a análise da condição do potencial risco de doenças cardiovasculares no paciente, inclusive aterosclerose, pois níveis elevados de LDL e de Proteína C Reativa (relacionada, embora de forma desconhecida, ao processo inflamatório) evidenciam dois fatores determinantes num processo patológico de Natureza cardiovascular.

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