segunda-feira, 12 de maio de 2014

Olá pessoal, esse blog tem o objetivo de abordar, a cada semana, diferentes casos clínicos com os quais podemos nos deparar na prática médica e relacioná-los com a importância da bioquímica clínica para detecção e cura dessas doenças através de exames laboratoriais. Bem Vindos!



USO DO LABORATÓRIO NO DIAGNÓSTICO E NA CONDUTA EM DOENÇA HEPÁTICA

Fazendo-se um grupo de testes selecionados, é possível, com seus resultados, responder aos seguintes questionamentos.

1. O paciente possui doença hepática?

A doença é suspeitada através de um histórico cuidadoso e do exame físico, além da triagem química em exames de saúde.
Os testes mais usados para identificar a presença de doença hepática em um paciente incluem as dosagens de bilirrubina total, AST, ALT, FAL e GGT no soro. Eles fornecem um índice da função sintetizadora e sugerem anormalidades, como lesão celular e colestase.

      2. Que tipo de distúrbio ele possui?


Quando é confirmada a presença de doença hepática no paciente, surge uma questão na prática clínica: a doença é paraquimentosa ou colestase?
      A doença paraquimentosa (lesão celular hepática aguda)  relaciona-se a um aumento marcante nos níveis de aminotransferases.
A colestase caracteriza-se por acúmulo de componentes biliares no soro, os níveis de bilirrubina conjugada e total no soro mostram-se elevados em algum grau. As atividades de FAL e GGT estão aumentadas.

3. Qual é a gravidade da doença? 


      Os indicadores bioquímicos mais importantes para determinar a gravidade da doença são a bilirrubina no soro, PT e albumina no soro.
 
      4. Como ela pode ser monitorada?

A determinação dos níveis séricos das aminotransferases deve ser suficiente para acompanhar o curso da hepatite aguda por vírus.
As atividades de ALT e AST retornam usualmente ao normal, indicando que o fígado cicatrizou.
Os valores normais de aminotransferases que persistem por seis meses ou mais são indicativos de hepatite crônica.


 Paciente do sexo masculino, de 62 anos, com Doença Hepática Alcoólica


Referência: 
TIETZ. Fundamentos de Química Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.

8 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. As dosagens de bilirrubina total, AST, ALT, FAL e GGT se alteram de acordo com a idade do paciente ?

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  3. Alguns sintomas como náuseas, cansaço, ascite (acúmulo de líquidos dentro da cavidade abdominal), circulação colateral sobrecarregada, hipertensão portal, sangramento digestivo, encefalopatia, icterícia, manchas rochas na pele, ginecomastia, teleangiectasias (tipo de lesão vascular), eritema palmar e dor abdominal podem levar o médico a solicitar esses exames. (http://www.mdsaude.com/2012/08/sintomas-do-figado.html)
    Nesse site (http://www.eloizaquintela.com.br/exames_laboratoriais.html), encontra-se a explicação de alguns exames laboratoriais que podem ajudar-nos a entender melhor.

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  4. Frequentemente, a maioria dos hepatopatas internados na clínica médica são alcoólatras. Estes já vem em longas datas com distúrbios de coagulação, apresentando ecterícia na pele e na esclera, com taxas de bilirrubinas total e frações alteradas(elevada), taxas de albuminas reduzidas, em anasarca em membros inferiores e superiores abdome ascítico, necessitando de paracentese para ter mais conforto respiratório. Porém, o que é mais impressionante nestes pacientes é a alteração anatômica do fígado. Geralmente, podemos observá-lo em exames de imagem presença de hemorragias esofagianas, entéricas, dilatação das veias do sistema porta. Além disso, acompanhado de desorientação devido a encefalopatia hepática. É uma patologia que altera todo a fisiologia do paciente e, na maioria das vezes, ficam na fila de espera por um transplante.

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  5. Os sintomas citados pela Gabriele são bem característicos das doenças hepáticas, mas pouco inespecíficos, pois estão presentes em diversas patologias que acometem o fígado ou estruturas associadas, como os ductos biliares. Os exames bioquímicos tornam-se importantes, então, no diagnóstico e especificação da patologia, tornando indispensáveis no prognóstico e na determinação do tratamento para o paciente.

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  6. Os valores normais de bilirrubina total, AST, ALT, FAL e GGT variam de acordo com a idade do paciente. Um exemplo disso é variação dos valores normais de bilirrubina total de acordo com a idade:
    - valores normais em adultos: total : 0,20 a 1,00 mg/dL; direta : 0,00 a 0,20 mg/dL; indireta: 0,20 a 0,80 mg/dL
    - valores normais da bilirrubina total em recém-nascido prematuro: 1 dia: 1,00 a 8,00 mg/dL; 2 dias: 6,00 a 12,00 mg/dL; 3 - 5 dias: 10,00 a 14,00 mg/dL
    - valores normais da bilirrubina total em recém-nascido a termo: 1 dia: 2,00 a 6,00 mg/dL; 2 dias: 6,00 a 10,00 mg/dL; 3 - 5 dias: 4,00 a 8,00 mg/dL
    O site http://www.hepcentro.com.br/exames.htm possui a variação de alguns desses valores normais.

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  7. Ficararei no aguardo por outras postagem. Realmente o tema abordado nesse blog evidencia que o médico ainda é uma varíavel importante na reversão de patologias, pois além de analisar o resultado dos testes, cabe ao profissional especificar quais doencas se aproximam dos resultados expressos, e quais os exames que devem ser prescritos de modo a ter por certo qual tratamento devera ser adotado.

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  8. A avaliação médica é sempre valiosa e imprescindivel, assim, no caso da doença hepática, o que levaria o médico a desconfiar desta enfermidade?

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